Equiparação salarial e o impacto do Programa Emprega + Mulheres na equidade de gênero no mercado de trabalho

Equiparação salarial e o impacto do Programa Emprega + Mulheres na equidade de gênero no mercado de trabalho

Hoje, temos um assunto que pode fazer uma diferença enorme em seu negócio: a equiparação salarial. E para tornar essa conversa ainda mais interessante, vamos falar sobre a Lei 14.457/2022 e...

Hoje, temos um assunto que pode fazer uma diferença enorme em seu negócio: a equiparação salarial. E para tornar essa conversa ainda mais interessante, vamos falar sobre a Lei 14.457/2022 e o Programa Emprega + Mulheres. Ambos são protagonistas quando falamos de equidade de gênero no mercado de trabalho brasileiro.

A desigualdade salarial entre homens e mulheres é uma realidade que persiste, mesmo com os avanços e conquistas que temos presenciado. Se você é um gestor ou profissional de RH, talvez esteja se perguntando: “como posso efetivamente contribuir para mudar essa realidade na minha empresa?”.

É exatamente isso que vamos abordar neste artigo! Queremos te ajudar a entender melhor a equiparação salarial, o papel do Programa Emprega + Mulheres nesse processo e, o mais importante, como você pode implementar essas práticas em sua empresa.

Estamos animados para embarcar com você nesta jornada rumo a um mercado de trabalho mais equilibrado e justo. Vamos juntos? Ao final deste artigo, esperamos que você se sinta inspirado(a) a promover a igualdade salarial na sua empresa. 

Vamos lá?

Os maiores desafios da equiparação salarial

Para muitos, a equiparação salarial pode parecer uma questão de pura matemática: se duas pessoas realizam o mesmo trabalho, deveriam receber o mesmo salário. No entanto, a realidade é bem mais complexa. Existe uma série de desafios históricos e atuais que tornam a equiparação salarial um objetivo difícil de ser alcançado.

O primeiro grande obstáculo à equiparação salarial é a persistência de estereótipos de gênero no trabalho. Historicamente, a divisão do trabalho foi marcada por papéis de gênero: empregos “masculinos” e “femininos”. Este cenário reflete nas disparidades salariais que ainda vemos hoje. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), as mulheres ainda ganham em média 14% menos que os homens globalmente. 

Além disso, a desigualdade salarial é exacerbada pela falta de transparência nas práticas de remuneração das empresas. Sem acesso a informações claras sobre como são determinados os salários, é difícil para os trabalhadores saberem quando estão sendo subvalorizados ou discriminados.

Outro desafio importante é a desigualdade de oportunidades de avanço na carreira. Estudos mostram que as mulheres estão sub-representadas em posições de liderança, o que reflete diretamente na disparidade salarial. Para ilustrar esta informação, podemos citar o relatório da Bloomberg, que confirma que as mulheres ocupam apenas 8% dos cargos de CEO.  

Por último, mas não menos importante, as mulheres enfrentam o que é conhecido como a “penalidade da maternidade”, que pode afetar tanto a progressão de carreira quanto a remuneração. 

Por isso, a luta pela equiparação salarial é sobre dinheiro, mas também sobre justiça, igualdade e direitos humanos.

Uma jornada pela história: entendendo a disparidade salarial de gênero

Para entender a disparidade salarial de gênero, é necessário olhar para a história e perceber como a participação da mulher no mercado de trabalho evoluiu ao longo do tempo. Veja abaixo uma linha do tempo simplificada sobre essa evolução.

Essa linha do tempo mostra que, apesar dos avanços, ainda há um longo caminho a percorrer para alcançar a verdadeira equiparação salarial. E, para isso, é fundamental a ação de empresas e gestores, implementando políticas de igualdade de gênero e promovendo a equidade salarial nas organizações.

A Lei 14.457/2022 e o Programa Emprega + Mulheres

A Lei 14.457/2022, que implementou o Programa Emprega + Mulheres, é uma conquista histórica para os direitos trabalhistas das mulheres no Brasil. Aprovada com o intuito de combater a disparidade salarial e promover a inclusão feminina no mercado de trabalho, essa legislação é um passo significativo em direção à equidade de gênero no ambiente corporativo. A Lei engloba uma série de medidas para promover a igualdade salarial e também incentiva empresas a adotarem práticas empresariais mais justas e inclusivas.

Explicamos detalhadamente o Programa Emprega + Mulheres neste artigo. 

O Programa Emprega + Mulheres: objetivos e benefícios

Instituído pela Lei 14.457/2022, o Programa Emprega + Mulheres tem como principal objetivo impulsionar a inclusão das mulheres no mercado de trabalho e garantir a equidade de direitos para as trabalhadoras. O programa prevê uma série de medidas, incluindo políticas de igualdade salarial, promoção de um ambiente laboral saudável e inclusivo, além de incentivos para empresas que adotam práticas de equidade de gênero.

Os benefícios do Programa Emprega + Mulheres são amplos, abrangendo não só as mulheres, mas também as empresas e a economia como um todo. As empresas que adotam práticas de equidade de gênero tendem a ter um melhor desempenho, maior satisfação dos funcionários e melhor reputação no mercado. Por sua vez, a inclusão de mais mulheres no mercado de trabalho contribui para o crescimento econômico e o desenvolvimento social do país.

O Selo “Emprega + Mulher”: promovendo boas práticas empresariais

Outra inovação trazida pela Lei 14.457/2022 é o selo “Emprega + Mulher”, que é concedido às empresas que demonstram um compromisso com a equidade de gênero e adotam boas práticas nesse sentido. O selo serve como um reconhecimento público do compromisso da empresa com a igualdade de gênero, incentivando outras organizações a seguirem o mesmo caminho.

A obtenção do selo “Emprega + Mulher” pode trazer uma série de benefícios para as empresas, incluindo um aumento na atratividade para talentos, melhor reputação entre clientes e parceiros e, potencialmente, até incentivos fiscais.

Ao promover a equidade de gênero e combater a disparidade salarial, a Lei 14.457/2022, o Programa Emprega + Mulheres e o selo “Emprega + Mulher” representam ferramentas valiosas para a construção de um mercado de trabalho mais justo e inclusivo no Brasil.

A equiparação salarial é um marco importante na estrada para a igualdade de gênero, e iniciativas como a Lei 14.457/2022 e o Programa Emprega + Mulheres são passos fundamentais nessa caminhada. A adesão e implementação dessas práticas pelas empresas é, portanto, essencial para a criação de um mercado de trabalho mais justo e inclusivo para todos.

Equiparação salarial e o papel do Programa Emprega + Mulheres

Infelizmente, apesar dos avanços sociais e legislativos que observamos nas últimas décadas, a desigualdade de gênero no mercado de trabalho ainda é uma realidade persistente e a equiparação salarial ainda é um desafio a ser superado.

Neste contexto, medidas legislativas, como a Lei 14.457/2022, que instituiu o Programa Emprega + Mulheres, se fazem não apenas importantes, mas necessárias. Elas são fundamentais para estabelecer um caminho concreto e estruturado para alcançar a igualdade salarial, garantindo direitos, incentivando a inclusão e reconhecendo boas práticas.

O Programa Emprega + Mulheres serve como um convite e um compromisso para as empresas brasileiras, impulsionando-as a adotar uma abordagem mais equitativa e inclusiva em suas práticas de contratação e remuneração. Da mesma forma, o Selo “Emprega + Mulher” age como um farol, destacando empresas que estão efetivamente comprometidas com a igualdade de gênero, e incentivando outras a seguirem o mesmo caminho.

É um fato lamentável que, no século XXI, ainda seja necessária a implementação de leis e programas específicos para assegurar a igualdade de gênero no mercado de trabalho. No entanto, enquanto essa desigualdade persistir, iniciativas como a Lei 14.457/2022 e o Programa Emprega + Mulheres continuarão sendo instrumentos vitais na luta pela equiparação salarial e pela justiça social.

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